24 de setembro

Atenção senhores candidatos: a internet é mais “perigosa” do que vocês imaginam

06 de julho chegou muito rápido, hein? Com ele, veio também a preocupação dos candidatos e de seus assessores pela corrida da campanha eleitoral na web.

Quantas expectativas. Alguns só começaram a procurar por projetos agora, é claro. Como não poderia deixar de ser, eles querem tudo para ontem.

A frase é sempre essa: “Vamos fazer uma campanha massiva, utilizando as redes sociais e sugando o máximo dos canais web que o STE resolveu liberar.”

Eu digo, ok. Mas vocês já sabem a proporção da responsabilidade que essa revolução digital pede? Eles param um pouco e pensam… Depois vem com um bem humorado: – Por isso que te contratei (ou por isso que contratei a empresa que você trabalha). Para se preocupar com isso.

Ah, se fosse fácil assim. Se eu pudesse moldar as atitudes dos clientes e consertar os erros em apenas um click…

Prestei consultoria para um candidato a Deputado Federal, que desistiu de se candidatar no meio do caminho, e fiz alguns outros projetos (pela empresa que trabalho) para candidatos a Deputado Estadual, Federal e até para um dos candidatos a Governador do RN.

Incrível! Sabem qual é a maior preocupação das equipes? A doação online. Isso mesmo. Todos estão cheio de dúvidas quanto ao processo de prestação de contas junto ao STE. E não adianta eu explicar que no Brasil vai ser diferente (as doações serão menos expressivas) dos EUA por causa da cultura… Eles não estão nem aí. As expectativas são notórias.

Mas e a tal mobilização online que essa campanha de 2010 pede? Será que simplesmente criar perfis em redes e mídias sociais para o candidato já é o suficiente? Claro que não. Eles estão conscientes disso? Também não.

Antes das propostas, sempre faço um diagnóstico da presença digital de cada um. Constato vários tipos de candidatos digitais. Tem aqueles que possuem perfis em todas as redes e não atualizam nenhum com freqüência… Tem aqueles sem noção, que colocam cadeados nas fotos, recados e mensagens das redes… Tem os que possuem perfis sem descrição… E tem até os que costumam utilizar o Twitter de maneira ativa. Estes costumam postar bastante, porém, não escrevem uma @, ou seja, não interagem com ninguém. Daí eu me pergunto: como é isso mesmo? Ele acha que realmente tem uma relação com o internauta? E então, ao conversar com os candidatos e os seus assessores eu percebo que a resposta é sim. Eles realmente acham que estão usando as redes e mídias sociais de maneira correta.

Eu já disse que este é o ano da boca no trombone?

Especula-se muito sobre os presidenciáveis. Quem está usando as redes melhor? Quem é mais simpático? Que impactos as pesquisas de intenções de voto off-line causam na imagem online de cada um e assim por diante.

Hoje mesmo comecei a ver alguns avatás com seus partidos, números e candidatos preferenciais. É bem verdade que quem já começou a usar, possui algum vínculo profissional com a campanha, pois ainda não deu tempo do engajamento acontecer de forma espontânea. Pelo menos não quando se fala em candidatos ao cargo de Deputado, Governador e Senador do meu Estado.

E enquanto uns começam a personalizar seus avatás para dar início à campanha individual pela conquista dos eleitores que fazem sua audiência, outros já denunciam candidatos que estão utilizando estratégias um tanto quanto questionáveis.

Tem o candidato fulano de tal que comprou seguidores, tem o cicrano que pagou twitada ou comprou perfis populares e tem até os internautas que estão vigiando os “vendidos” do twitter. Alguém aqui já ouviu falar no #TwitterLimpo ?

E então, nobres senhores? Estão dispostos a correr o risco de assumir uma campanha 2.0 e 3.0 de forma responsável ou promíscua?

As crises geradas por atitudes erradas na rede podem ganhar o ritmo de uma avalanche, em minutos. Basta um comentário mal colocado ou a ausência de um monitoramento de imagem eficaz para por uma campanha em maus lençóis.

Deixe seu comentário