15 de novembro

Eleições 2012: O que podemos esperar do marketing político digital? via @alinnefernandes

O STE (Superior Tribunal Eleitoral) já definiu e divulgou: as eleições 2012 serão realizadas em seu primeiro e segundo turno nos dias 7 e 28 de outubro. Prefeitos, Vice-Prefeitos e vereadores serão escolhidos  nos mais de 5.000 municípios desse Brasil.

As especulações sobre as convenções partidárias já começaram e muitas coisas foram definidas. Os articuladores de campanhas eleitorais já começaram a colocar a mão na massa pensando no off, mas e o on?

Nas primeiras eleições em que trabalhei (2008) desenvolvendo projetos políticos digitais, a realidade digital do Brasil era bem diferente. Primeiro que a campanha em questão também era relacionada à escolha de Prefeitos e vereadores, segundo que o fenômeno Barack Obama havia acabado de acontecer e, apesar de muitos quererem imitar, não sabiam por onde começar e nem se davam conta que as transformações dessa nova forma de comunicar ainda estavam acontecendo aqui no Brasil e os Internautas ainda estavam em fase de experimento. Mesmo assim, os pequenos projetos dos quais tive o prazer de trabalhar (todos voltados para candidatos a Vereadores), me trouxeram resultados satisfatórios.

Dois anos se passaram e, enfim, chegou à campanha tão esperada. As expectativa dos profissionais da área de marketing digital cresceram, não só pelo fato das possibilidades do que poderiam realizar tecnicamente falando, mas também pela certeza de que aquela era a hora do retorno financeiro acontecer.

Eu particularmente me decepcionei. Não pelo fato do retorno financeiro, que não aconteceu por vários motivos inclusive pelo surgimento de novos “especialistas” na área, mas pelo fato de que novamente eu me deparei com equipes de marketing despreparadas não só no que dizia respeito ao conhecimento das ferramentas e dos seus potenciais, mas também da maneira que poderiam trabalhar para unificar a campanha off com a on.

Durante os treinamentos que realizei (com equipes de candidatos a Deputados Estaduais e Federais que, diga-se de passagem, foram eleitos), algumas vezes eu tive a impressão de estar falando só. A vaidade por trás de coordenações de campanhas é tanta, que não existe humildade para admitir dúvidas e nem boa vontade para saber lidar com o novo. O resultado disso foi o retrabalho muitas e muitas vezes.

As próximas eleições estão chegando e a minha perspectiva é de que com os últimos acontecimentos das eleições passadas (e claro que ocorreu um amadurecimento nas ações e das próprias equipes), os profissionais estejam mais afinados e consigam não só unificar as estratégias concebidas, como também apresentarem novidades. Mesmo que a verba em questão seja menos, comparada às eleições de 2010, eu espero mais criatividade e principalmente, menos erros de articulações  (por ruídos na comunicação) via web. Isso vale para as equipes e também para os senhores candidatos.

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