29 de julho

Entrevista com @Interney

@Interney

A Bio dele o define assim: Empreendedor @ Blog Content, Polvora! & InterNey. Professor @ FGV, JumpEducation & Ecommerce School. Diretor @ APADi & ABRADi. Advisor @ boo-box. Curador @ CPBR . Ufa! Depois de tudo isso, ainda dá para duvidar que o cara é fera? Claro que não. Os mais de 108 mil followers atestam a influência que o @Interney possui quando se fala em tecnologia e transformações pelas quais estamos passando. Quer mais? O InterNey.net foi reconhecido pelo site IDG Now! como o blog mais popular da internet brasileira em 2006, 2007 e 2008. Basta né?
Prontos para uma conversa sobre tendências e realidade do mercado atual?

@alinnefernandes – Nós que trabalhamos com Internet, sabemos o quanto é rápida as mudanças que ocorrem nesse ambiente e, principalmente, como elas influenciam no nicho mercadológico e na forma como os profissionais da área se posicionam. Você considera que as redes e mídias sociais são o ápice dessas transformações ou outras coisas virão (na rede)  em prol do relacionamento marca/cliente?

@interney – Muitas outras coisas ainda estão por vir, provavelmente internet só terá 100% de penetração no mercado, quando dispositivos como celulares e tablets forem os principais devices de acesso à internet, eles vão popularizar a comunicação por texto e vídeo em detrimento de voz e a geolocalização será algo corriqueiro na vida das pessoas.

@alinnefernandes – Como é tudo muito novo, e você até fala em seu site sobre as empresas estarem aprendendo a lidar com as estratégias marketing voltadas para as redes e mídias sociais, os profissionais da área sentem um pouco de dificuldade para realizar o trabalho. Entre os vários fatores externos que acabam atrapalhando, um deles é o boom de profissionais não qualificados que se dizem especialistas na área. Como você considera que as empresas devem lidar com isso e que critérios elas devem analisar antes de escolher o defensor das suas marcas na rede?

@interney – É importante que seja um profissional com formação e/ou experiência em comunicação, hard user de redes sociais e com facilidade de se relacionar. Não necessariamente ele deve ser um hub social, mas deve ser bem relacionado com esses hubs.

@alinnefernandes – o que se percebe hoje é uma absorção muito grande, por parte das agências, de estagiários que acabam sendo incumbidos de gerenciar os perfis das marcas. Pela falta de experiência e até conhecimento de comunicação e marketing que possuem. Quais as principais conseqüências dessa administração para as organizações?

@interney - Você não deixaria um estagiário cuidando da sua comunicação na TV, isso apenas demonstra a importância que a empresa dá para aquele meio, o estrago de uma propaganda inadequada na TV pode ser tão desastroso quanto uma campanha na web, é preciso entender que estamos falando de um meio que atinge cerca de 72 milhões de brasileiros.

@alinnefernandes – Em um mercado pequeno e competitivo, onde os empresários ainda estão tomando consciência da importância do marketing digital para o bom relacionamento entre a empresa e seus clientes, qual a melhor maneira para um profissional da área prospectar?

@interney – As empresas mais antenadas estão contratando diretamente nas redes sociais, seguir essas empresas e agências, além de outros profissionais do mercado é uma boa forma de receber as vagas em primeira mão. Ter um perfil no Linkedin é fundamental e outro perfil no Meadiciona com a relação das suas redes sociais ajuda bastante a mostrar qual é a sua presença na rede.

@alinnefernandes – As métricas são importantes para medir os resultados de cada ação. Entretanto, também sabemos que muitas vezes as próprias organizações não se munem dos resultados de monitoramento e mensuração para realizar mudanças internas que sanem as falhas detectadas. Como você vê esse possível descaso e em que isso implica (se tratando de resultados alcançados sobre as ações aplicadas)?

@interney – É imprescindível entender qual o retorno obtido por investimento em qualquer área. Mesmo uma campanha cujo objetivo seja buzz, há uma influência na percepção da marca e consecutivamente impacto nas vendas. Quando a empresa tem um e-commerce é possível medir esse resultado diretamente analisando as vendas do e-commerce que vieram das redes sociais. Sem métricas, na pior das hipóteses você pode estar desperdiçando dinheiro, e na melhor das hipóteses você está aplicando no mix inadequado: com tantas redes sociais, como saber quais te dão os melhores resultados? Quais são os principais hubs sociais nessas redes do ponto de vista de retorno sobre o investimento?

@alinnefernandes -  A solicitação do profissional da área para a realização de palestras é bastante importante para agregar valor ao seu trabalho e conferir credibilidade ao mesmo. Porém, quando começar a cobrar pelas palestras solicitadas (quando as mesmas estão garantindo lucro aos organizadores)?

@interney – Eu sugiro cobrar por palestras quando você recebe mais convites do que tem condições de gerenciar, dessa forma cobrar pode ser uma forma de filtrar esses convites. Ou quando as palestras não geram retorno financeiro direto. Se você está participando de eventos que vão ajudar a construir a sua imagem ou gerar clientes para a sua empresa é melhor deixar o retorno financeiro de lado.

@alinnefernandes – Hoje, na Boo-box, que critérios são analisados antes de se contratar um profissional de marketing digital? Como está o mercado em SP, já que comparado aos demais estados do Brasil, é o que parece estar mais aquecido?

@interney – Para o negócio da boo-box é imprescindível ter conhecimento em mídias sociais uma vez que todas as áreas da empresa lidam direta ou indiretamente com essas ferramentas. Em SP existe muitas vagas em aberto, mas ao mesmo tempo um receio muito grande de contratar profissionais despreparados, por isso os cursos técnicos ou de educação executiva são importantes para preparar o profissional de marketing/publicidade para o mercado digital.

@alinnefernandes – De que maneira você enxerga o trabalho de marketing de relacionamento, realizado pelas empresas, na Internet daqui há 5 anos e de que maneira isso irá influenciar na qualificação dos profissionais da área?

@interney - Hoje temos a tendência de pensar em internet como um meio em separado, em breve a TV será transmitida via internet, o jornal será lido pela internet, as revistas serão acessadas pela web, utilizaremos a web para transmitir diversas outras mídias.

Dentro dessa convergência on e off com certeza surgirão mídias novas, uma celebridade por exemplo pode tatuar um QRcode e esse código apontar para uma propaganda, como é um QRcode ele pode de tempos em tempos redirecionar para patrocinadores diferentes.

É um método de integração entre o presencial e o digital que pareceria absurdo há um tempo atrás, mas hoje é totalmente possível. Existe muita tecnologia possível, hoje, que demorará 3 a 5 anos para se tornar prática comum nas empresas. Por isso, não veremos uma mudança tão abrupta uma vez que a adoção de novas tecnologias é gradativa.

 http://amomarketing.com.br/2011/07/entrevista-interney/

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